Em alerta: Seca no Rio Doce pode provocar racionamento em Colatina

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O Rio Doce em Colatina chegou ao nível zero. A estiagem prolongada por falta de chuvas fez com que o prefeito Sergio Meneguelli enviasse um pedido ao Governo do Estado de reconhecimento da situação de emergência. Cada vez mais raso, os imensos bancos de areia que entope o leito do Rio Doce tem se tornado uma imagem comum em Colatina, mas a velocidade que o rio perde volume de água assusta os moradores do centro da cidade do noroeste do Espírito Santo.

Na conta dos técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) que monitora a bacia do Rio Doce em Belo Horizonte (MG) a vazão do rio baixou cerca de 90 m3/s nos últimos cinco dias em decorrência da estiagem que secou os principais afluentes no Espírito Santo. Existe a chance de racionamento nos próximos dias, caso não chova logo.

Sem uma gota de água, os afluentes Santa Maria do Doce, Santa Joana e Pancas agora despejam apenas esgoto e dejetos na foz em Colatina. Em um local que já teve profundidade de três metros a fundura hoje é de 5 cm. – Esta seco, seco nunca vi o Rio Doce tão maltratado. Vivo em Colatina desde os cinco anos de idade.

Dá pena de ver. O rio está perdendo a luta para a seca, comentou a ambulante Maria Neusa Rodrigues, 75 anos. Uns poucos quilômetros do centro da cidade, os pequenos barcos pesqueiros de fundo chato não conseguem navegar, encalhados as margens do Rio Doce na localidade de Córrego da Lavra. No local.

A paisagem é desoladora, diz desanimado o pescador Thiago da Silva Rodrigues, 19 anos sentado no barco de pesca em pleno leito assoreado que emendou a margem com uma ilha e a vegetação cresceu no areal de quase 2 km de extensão entre a Segunda Ponte de Colatina e o Córrego da Lavra.

“Está difícil de sobreviver da pesca. O Rio Doce está tão raso que no meio dele dá para ver o fundo. Primeiro foi a lama da Samarco que matou a pesca, agora a seca”, comentou o jovem pescador.

Fonte: Laili Campostrini Tardin

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