Obras de barragem no rio Itaúnas, em Barra de São Francisco serão retomadas em 30 dias

2017

É por pouco tempo a suspensão das obras de construção da barragem do rio Itaúnas, em Barra de São Francisco. O ordem de paralisação do contrato 140/2018, a partir do último dia 29, foi publicada nesta quinta-feira (31) no Diário Oficial do Estado e assinada pelo subsecretário de infraestrutura rural, Rodrigo Vaccari do Reis. De acordo com informações passadas pela secretaria de Estado da Agricultura ao deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), que foi o autor da indicação ao governo do Estado para construção dessa barragem, a suspensão se deu devido a um erro de projeto, que já está sendo analisado pelos engenheiros responsáveis. “A previsão do Governo do Estado é de que as obras sejam retomadas em até 30 dias, com todas as dúvidas sanadas.

A população de Barra de São Francisco pode ficar tranquila porque a barragem será construída com total segurança e no próximo período de estiagem já teremos o reservatório cheio para melhorar a segurança hídrica do município, que sofreu muito na última seca que se abateu sobre a região Noroeste”, disse o deputado Enivaldo dos Anjos.

A barragem do Córrego Itaúnas foi conquistada pelo parlamentar e sua licitação foi publicada em setembro, fazendo parte de um pacote prevendo o investimento de R$ 90 milhões na construção de reservatórios em vários municípios do Estado. A de Barra de São Francisco está sendo feita na propriedade de João Bianchini, pela Monte Azul Construtora e Terraplanagem, com previsão de conclusão em julho – agora, deverá atrasar em um mês.

A obra requer investimentos de R$ 1,360 milhão com a inundação de cinco hectares de área (o correspondente a cinco campos de futebol), permitindo o acúmulo de 100 milhões de litros de água como reserva estratégica para a segurança hídrica não apenas de Barra de São Francisco, como acentuou o deputado Enivaldo dos Anjos: “A obra beneficia a toda a região, garantindo reforço para os tempos de estiagem, para uso na agricultura e no abastecimento humano. Tivemos que aprender com a última estiagem que castigou, principalmente, as regiões norte e noroeste do estado”. De acordo, ainda, com o parlamentar cada represa dessas conquistada “é um passo no sentido de contribuir para o enfrentamento das crises hídricas que ocorrem cada vez em intervalos menores.

Uma barragem não apenas garante acúmulo de água superficial, mas também abastece o lençol freático, permitindo o aumento de fluxo em nascentes da região”. Quando agravou-se a crise hídrica, o deputado estadual Enivaldo dos Anjos defendeu, do plenário da Assembleia Legislativa, a criação de um programa estadual de enfrentamento à estiagem e fez várias indicações ao governador Paulo Hartung para construção de barragens nos municípios.

Graças ao seu prestígio político, a sua região de influência recebeu oito barragens. A de Água Limpa, em Jaguaré, foi entregue em abril de 2018, consumindo R$ 1,588 milhão, com alagamento de 20 hectares e uma reserva de 433 milhões de litros de água. Depois, vieram as de Caximbau, em Jaguaré (investimento: R$ 1,492 milhão, 18 hectares de área inundada e 282 milhões de litros), Rio Novo em Alto Rio Novo (R$ 885 mil, 3,29 hectares de área e 106 milhões de litros de água) e Rio Dois de Setembro em Ecoporanga (R$ 667 mil, 2 hectares e 48 milhões de litros de água).

Foram licitadas juntas as barragens do Córrego Itaúnas, em Barra de São Francisco, e a de Córrego Socorro, em Vila Pavão (R$ 667 mil, com 4,6 hectares de área inundada e reservatório de 67 milhões de litros). Para a definição dos locais das barragens foram levados em consideração os seguintes fatores: existência de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados; locais que possibilitavam a construção de barragens médias e com uma maior relação volume/lâmina; locais que não necessitavam de desapropriação (áreas doadas); maior número de usuários beneficiados.

Por: J.C.Costa

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